DESMASCARANDO A FARSA DO LOCKDOWN E DO ISOLAMENTO HORIZONTAL

Uma frase atribuída a Albert Einstein representa bem o que vivemos há um ano nessa pandemia: “insanidade é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

Quando o coronavírus surgiu no fim de 2019, muitos dos que hoje nos acusam de negacionistas, a exemplo do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e do médico Dr. Drauzio Varella, trataram o vírus chinês como sendo uma ‘gripezinha’ e um mal de pouco potencial. E foi baseado nessa tese que o carnaval 2020 foi realizado em todas as cidades, sem qualquer restrição, apesar de o governo federal já ter decretado estado de emergência no começo de fevereiro de 2020.

Pouco tempo depois do carnaval, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou o estado de pandemia. Surgiu então uma solução mágica, que foi aplicada na cidade de Wuhan, na China, depois na Itália e daí em diante por todo o mundo: o lockdown, o isolamento horizontal, o toque de recolher, como queiram chamar. O nome é o que menos importa, mas sim o princípios dessa política de trancamento.

Tal política é baseada da ideia de evitar a circulação de pessoas e, consequentemente, a disseminação do vírus. E a maneira de fazer isso é trancando as pessoas em casa, independentemente de estarem doentes ou não.

Para isso, cada país, adotou estratégias diferentes. Alguns optaram pelo isolamento de regiões inteiras – regiões em quarentena – onde o vírus estava sendo disseminado em maior grau. Outros adotaram o fechamento de todos os comércios e serviços considerados não essenciais em todas as cidades. E outros adotaram o lockdown total, impedindo que as pessoas saíssem de casa por qualquer motivo. Seja qual for a estratégia, ela só pode ser implementada através da coerção, pelo uso da força policial ou aplicação de sanções aos cidadãos, a exemplo de multas.

Por isso, vimos uma série de atrocidades contra cidadãos comuns, trabalhadores, sendo praticadas em todo o mundo: pessoas sendo presas e jogadas em viaturas por estarem caminhando na praia, trabalhadores autônomos tendo seu material apreendido, donos de comércios pagando multas e sendo obrigados a fechar seus negócios, muitas vezes tendo a porta soldada, etc.

No caso do Brasil, vimos como estratégia o isolamento horizontal – uma campanha massiva para que as pessoas ficassem em casa, sob risco de punição, acompanhada do fechamento das atividades consideradas não essenciais – sendo adotado em todo o país por governadores e prefeitos. Quando o presidente Jair Bolsonaro se colocou contra essa estratégia, logo o Supremo Tribunal Federal (STF) agiu como legislador, mais uma vez rasgando a constituição, para permitir que a política de isolamento continuasse.

Ouvimos que o isolamento seria necessário proteger o sistema de saúde de um colapso devido ao número de internações e que duraria pouco tempo, 15 dias. Esses 15 dias viraram um mês e o “pouco tempo” se tornou longos quase seis meses, só aqui em Sergipe. Ou seja, metade de um ano perdido em nome de uma estratégia que se mostrou ineficaz e arrebentou ainda mais a economia do país.

Parece lógico que, com menos pessoas circulando, teremos uma menor disseminação do vírus. Acontece que é simplesmente impossível todas as pessoas ficarem em casa o tempo todo. O entregador do iFood precisa continuar trabalhando para levar comida para quem está em casa. O dono do posto de gasolina e o frentista precisam abastecer a moto do entregador do iFood. O entregador precisa pegar o pedido no restaurante e tem contato com o atendente deste. O dono do restaurante precisa comprar insumos no supermercado. O atendente do supermercado precisa se deslocar ao seu local de trabalho. O cozinheiro do restaurante, idem. E a maioria deles faz esse deslocamento de ônibus ou metrô. E quando um deles pega o vírus, leva-o pra casa e contamina toda a família.

Ou seja, é impossível conter a onda de contaminação de um vírus quando ele já está disseminado e circulando pela sociedade, ainda mais quando seus sintomas demoram até cinco dias para aparecer. Foi durante as aglomerações provocadas pelo carnaval de 2020 que provavelmente essa onda aconteceu. Ou seja, tudo que foi feito depois daí no sentido de trancar as pessoas de nada adiantou.

O que mais surpreende é que o lockdown virou um dogma, sob a proteção do argumento de que é um consenso científico, sendo que não existe um único estudo que comprove sua eficácia. Todos os players estão fechados nessa narrativa para manter a população no curral feito gado e, ao que todas as evidências apontam, para fazer um jogo político sujo contra o Brasil e contra nossas liberdades.

Mas, afinal, qual é a ciência do Lockdown?

A ideia base da estratégia de lockdown surgiu em 2006, quando o ex-presidente dos EUA, George Bush, pediu a um grupo de médicos do governo que entregassem um estudo no qual se pudesse conter a disseminação do vírus H1N1, caso houvesse um aumento de casos deste.

Um dos médicos orientou a filha de 14 anos, que cursava o Ensino Médio, na realização de trabalho da escola. A tese do trabalho da garota seria que as crianças são as que têm mais contato durante o dia com outras pessoas e por isso as escolas deveriam ser fechadas para conter uma epidemia. A única experimentação realizada foi uma simulação de computador.

O médico, Dr. Carter Mecher, um oncologista sem qualquer experiência em pandemias, apresentou um estudo baseado no trabalho de sua filha ao governo Bush defendendo o isolamento. Na época, o estudo foi criticado e rechaçado por muitos especialistas da área e por governos, e foi esquecido por 14 anos. Mas agora o lockdown ressurge como panaceia.

É impensável que nenhum ministro do STF, nenhum veículo da grande imprensa, nenhum prefeito ou governador tenha se dado ao trabalho de pesquisar sobre a origem dessa política nunca experimentada. Será apenas ignorância, falta de conhecimento, ou jogo sujo mesmo?

Se faltam estudos para provar a eficácia do lockdown, sobram os que mostram sua ineficácia. Um desses estudos é brasileiro, realizado pelo professor Bruno Campello da UFPE. Segundo ele, o isolamento social determinado por governadores foi uma “estratégia suicida”. Na pesquisa, foram utilizados dados de geolocalização de aparelhos celulares através da Google para monitorar os pontos mais rigorosos de isolamento e onde aconteceram as mortes futuras. Constatou-se que, quatro a seis semanas depois da decretação de isolamentos mais radicais, o número de mortes cresce.

Outro estudo realizado em Manaus-AM chegou à mesma conclusão. Usando o Índice de Isolamento Social (SII) e os dados do Ministério da Saúde, o texto produzido pelos pesquisadores Bruno Campelo, Ricardo Zimerman, Rute Alves e Flávio Cadegiani apontou que quando o isolamento aumentou no Amazonas, a presença da covid-19 também aumentou. Os resultados deste estudo indicam que o SII acima de 40% está associado ao surgimento das variantes SARS-CoV-2 E484K e linhagem P.1 no Estado da Amazônia, o que não foi observado no Brasil em geral.

O Amazonas é o estado com maior índice de Isolamento do país e esse número veio crescendo desde outubro até atingir seu pico em janeiro, um mês após o decreto do governador Wilson Lima apertar o isolamento.

Ainda segundo os pesquisadores, a nova cepa do vírus foi favorecida pelo lockdown adotado no estado. Eles concluíram que o isolamento gerado pelo lockdown aumentou a carga viral da covid-19, o que forçou a mutação do vírus.

Outro estudo recente é o do Dr. Ari Joffe, da Universidade de Alberta, no Canadá, que era a favor do lockdown no início da pandemia, mas mudou sua posição após constatar que as consequências eram maiores que qualquer benefício que as medidas de trancamento pudessem trazer.

Ainda tratando de pesquisas internacionais, temos a “Declaração De Great Barrington”, na qual infectologistas e imunologistas de grandes universidades americanas (Oxford, Stanford e Harvard) defendem que o foco das políticas adotadas por governantes deve ser a proteção dos grupos vulneráveis – idosos e pessoas com comorbidades – ao invés dos lockdowns. Em síntese, o isolamento vertical defendido desde o ano passado por muitos, inclusive o presidente Bolsonaro, porém demonizado pela grande mídia.

A própria Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio do Dr. David Nabarro, não recomenda os lockdowns como medida de combate à covid-19.

Além destes, existem outros estudos, como desenvolvido pela fundação J.P. Morgan, mas não irei me prolongar mais, pois acredito estes serem suficientes. Enquanto os defensores do lockdown não conseguem apresentar um único estudo favorável à política de trancamento, a não ser o trabalho de Ensino Médio de uma garota de 14 anos, só neste artigo eu consegui apresentar quarto bem fundamentados.

Fora estes estudos, existem várias evidências que podem ser vistas nos locais onde as políticas de trancamento foram adotadas em maior ou menor grau. O exemplo mais emblemático é o da Argentina, que fez o lockdown mais longo entre os países no ano de 2020 e viu os casos de coronavírus crescerem até ao mês de outubro.

Bélgica é outro país que adotou fortemente o lockdown e lidera o ranking de mortes de covid-19 por 100 mil habitantes. E o que dizer da Alemanha? País onde houve a denúncia do pagamento de cientistas por agentes do governo para que elaborassem pareceres favoráveis a adoção do lockdown? Tudo isso é muito bizarro! Parece que a política de trancamentos se tornou uma indústria do caos e do desemprego.

Recentemente Israel e Reino Unido voltaram com os trancamentos devido às novas cepas do vírus. Estes dois países têm sido usados como exemplos de suposta eficácia do lockdown por ‘pandeminions’ e defensores da medida.

Mas o que não lhe contam é que, para mostrar a suposta eficácia, eles fazem uma série de malabarismos. Em Israel, durante o período de lockdown, enquanto o número de internações entre idosos caíam devido à vacinação, o de jovens e pessoas que não haviam tomado a vacina cresciam. Ou seja, o que fez o número de contaminações cair foi a vacina, não o trancamento.

No Reino Unido, desde dezembro o país esteve trancado e o número de contaminações só veio cair agora, dois meses depois. Por que considerar que isso foi devido ao lockdown?

Podemos usar como comparação também os estados americanos. A Flórida, um estado governado pela direita, não adota medidas de trancamento desde julho de 2020 e possui número semelhante de mortes e contaminações que os estados de Nova York e Califórnia, governados pela esquerda, que ainda adotam medidas rígidas de trancamento.

Países asiáticos também têm demonstrado eficácia no combate ao vírus sem se utilizar de medidas drásticas de trancamento da população. Entre eles podemos destacar Coréia do Sul e Japão, sendo que esse último sequer começou a vacinar sua população e só deve fazê-lo em maio.

Um detalhe importante e pouco divulgado na grade mídia sobre o caso de Nova York é que dados obtidos através do monitoramento de casos e divulgados pelo governo daquele estado confirmaram que 66% dos infectados pegaram o vírus em casa. Essa é mais uma grande evidência de que a maior parte das contaminações acontece entre as pessoas que estão em isolamento.

Para encerrar nossos exemplos de casos de ineficácia das medidas de trancamento, já nessa segunda onda do vírus, o Estado do Paraná, que decretou o toque de recolher no começo de dezembro durante à noite, viu a ocupação dos leitos de UTI subirem de 1138 para 1471 no final de fevereiro.

Recentemente, um estudo recente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostrou que os locais mais propícios para contaminação pelo vírus chinês são o transporte público e os próprios hospitais. Isso é facilmente constatável no dia a dia. Assim como eu, certamente você conhece alguém que foi internado com algum outro problema de saúde e acabou pegando covid-19.

Sabendo-se que as aglomerações no transporte público são uma das principais causas do contágio do vírus, e é importante levantar uma questão: por que os governantes insistem nessa ideia de restringir horário de funcionamento do comércio, forçando mais pessoas a saírem de casa no mesmo horário, a estarem no mesmo lugar no mesmo horário, e pegarem ônibus mais lotados? O correto, por óbvio, seria a ampliação do horário para funcionamento do comércio.

Infelizmente, no Brasil, parece faltar cabeças pensantes e governantes que deixem de lado a arrogância e o jogo político que fazem com a pandemia. E, ao invés de copiar e colar sem critério na hora de adotar medidas de combate ao vírus, pensarem e soluções mais eficazes e menos danosas à sociedade. Também é importante que governadores e prefeitos deixem a hipocrisia, o dizer uma coisa e fazer outra, como os conhecidos casos do governador de São Paulo, João Doria, que fechou o estado e foi passar férias em Miami, Flórida, onde não tem lockdown. E detalhe: Foi flagrado sem máscara numa loja. E o que dizer do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que durante o fechamento de São Paulo foi assistir um jogo de futebol no Rio? Assim não dá!

Já são mais de 365 dias de pandemia e nossos governadores e prefeitos não aprenderam nada de novo. Agora, com as novas cepas voltam os lockdowns – sejam eles mascarados de toque de recolher ou mais duros ainda, sob a nomenclatura de fase roxa, como acontece no Rio Grande do Sul, onde o governador agora determina o que você pode comprar no supermercado. E tem prefeitos Brasil afora copiando mais essa ideia abominável.

Sem falar da incompetência em preparar o sistema de saúde, que continua não estando pronto para receber os pacientes de covid-19. Isso só reforça que a preocupação com a saúde não foi como os governadores e prefeitos diziam. Afinal, a saúde na maioria dos estados do país nunca foi boa e desde sempre faltaram leitos de UTIs e pessoas morreram por isso durante anos. Por que seria diferente, agora, com a covid-19?

O que estamos vendo, com a repetição e o reforço dessas políticas de trancamento que não deram certo, é a pura insanidade, como bem definiu Einsten. Talvez a única saída para que essa loucura acabe seja Bolsonaro ir à TV e dizer que passou a ser a favor do lockdown. No outro dia, os governadores estarão mudando de estratégia, já que parece que o único objetivo deles é ficar contra o presidente.

Por princípio, obrigar as pessoas a ficarem em casa é algo inaceitável do ponto de vista moral. Do ponto de vista científico, diante de fartas constatações e estudos apresentados neste artigo, a persistência no lockdown já não é algo mais aceitável e não deve ser levado a sério. Continuar defendendo essa política é uma insanidade.

Infelizmente, graças ao trabalho podre da grande imprensa que endossa as big techs (que buscam censurar quem fala contra essa medida autoritária), falar contra o lockdown ainda é um tabu e coisa de “negacionista”.

Não é a primeira vez que a humanidade teve de enfrentar um perigo invisível aos nossos olhos que ameaçou nossa existência. Peste negra, gripe espanhola, H1N1, etc. A última pandemia mais devastadora da nossa recente história a Gripe Espanhola, que ocorreu entre 1918 e 1920. Foram mais de 500 milhões de contaminados, ¼ da população mundial na época e 50 milhões de mortes estimadas. Ou seja, 10% dos infectados morreram.

Esse número é muito mais assustador que a taxa de mortalidade por covid-19, que não passa de 0,3% entre a população geral e de 0,05% entre pessoas fora do grupo de risco. Mesmo assim, naquela época o mundo não enfrentou tal perigo se trancando em casa.

Diante desse quadro, acho que é válido nos questionarmos como humanidade. Será que os avanços tecnológicos e científicos, que deveriam nos tornar mais fortes e preparados para enfrentar os perigos do mundo, nos fizeram mais fracos e covardes a ponto de aceitar goela abaixo narrativas de pânico promovidas pela grande imprensa — a mesma que quase não fala dos quase 10 milhões de recuperados entre os 11 milhões de casos no Brasil —, e nos fazem acolher como gado políticas autoritárias impostas por governadores e prefeitos metidos a ditadores?

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