O Direita Sergipana tem um nome em Aracaju para lhe representar à altura: Flávio Oliveira

Por Marcelo Cabral, jornalista

Há uma ou duas décadas, no auge de gestões tucanas e petistas no Brasil, a direita militante no Brasil era praticamente inexistente. Assumir-se direitista àquela época era um desafio muito avassalador, pois soava como um tabu social ou algo caricatural.

No entanto, ao longo dos anos, devido ao descontentamento de muitos cidadãos com o populismo e a corrupção institucionalizada de gestões de esquerda, a curiosidade de se engajar em outro espectro político antagônico, no caso a direita, vinha conquistando protagonismo e adeptos. Afinal, a defesa por menos intervencionismo arbitrário do Estado sobre o setor produtivo e por dogmas cristãos são pautas coerentes que estão presentes na maioria das pessoas com fé e trabalhadoras.

Nesse contexto, desponta Flávio Oliveira, fundador do movimento Direita Sergipana no estado. “Sempre acompanhei e me interessei por política. Tal interesse – somado a um forte sentimento que me impulsionava a fazer alguma coisa para combater injustiças, defender a liberdade e tentar mudar a realidade na qual estava inserido – me fez ingressar nessa seara, participar e até fundar movimentos, como o Direita. Iniciei minha história de ativismo e militância política nas grandes manifestações de 2013. A partir dali, o que era apenas uma vontade, um sentimento, converteu-se em ação”, afirma.

Flávio também esteve muito atuante nos acontecimentos mais turbulentos da política nacional, como o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, ao organizar, em Sergipe, manifestações de rua contra a corrupção, a impunidade e a favor da democracia. “Após o processo de impeachment de Dilma, vi a necessidade de manter o que foi construído e de fortalecer a atuação da militância de direita em Sergipe, promovendo ideias e propostas que expressavam os princípios que defendíamos e que poderiam mudar os rumos do país. Também afirmamos nosso apoio ao então deputado federal Jair Bolsonaro e ao firme propósito de trabalhar pela sua eleição”, salienta o direitista.

Adesivaço pró-impeachment de Dilma em Aracaju (2015)

O Direita Sergipana surge no mesmo ano da destituição da ex-presidente com o propósito de realizar diversos encontros públicos para debate de ideias, formação política e ações sociais. Ele elenca as diversas atividades encabeçadas pelo movimento. “Organizamos várias manifestações em defesa da Lava Jato, contra os abusos do STF e em apoio ao governo Bolsonaro. Além disso, inauguramos em Aracaju o primeiro QG Bolsonaro do país ainda no ano de 2017. Organizamos as primeiras grandes carreatas de apoio a ele no começo de 2018 e sua vinda a Sergipe em julho daquele ano”.

Flávio fazendo a cobertura da vinda de Bolsonaro a Aracaju para as redes sociais do Direita Sergipana em Aracaju (2018).

Flávio faz questão de ressaltar a atuação marcante do movimento nas redes sociais para informar e esclarecer os seguidores sobre diversos temas, difundindo ideias que levem ao progresso do país e defendendo os reais valores do povo brasileiro, salientando o alcance cada vez maior nas plataformas digitais, bem como o feedback.  

Panfletagem a favor do então deputado Jair Bolsonaro e divulgação de ideias de direita (2017)

Por isso, ele tomou uma decisão crucial: apresentar-se como pré-candidato a vereador nas eleições de 2020 para representar os interesses da população aracajuana e os ideais liberais econômicos e conservadores.  “Mantenho com vocês esse compromisso nessa nova e desafiadora etapa e conto com o apoio de todos que, assim como eu, acreditam na liberdade, na luta pela redução da burocracia, na importância do livre mercado, nos princípios e valores que fazem parte da nossa cultura e na defesa de ideias e soluções que podem melhorar e facilitar a vida do aracajuano – em especial aqueles que vivem uma realidade mais sofrida. Também deixo claro meu compromisso de ser a voz que vai defender nosso presidente Jair Bolsonaro e o seu governo em Aracaju. Assumo este desafio com coragem, determinação, coerência e profundo amor à nossa terra. Nossa luta é por uma Aracaju que nossa gente merece”, finaliza.

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