Até onde vai a escalada autoritária de Belivaldo, Edvaldo Nogueira e outros governadores e prefeitos Brasil afora?

Os decretos autoritários do prefeito de Aracaju e do governador Belivaldo Chagas, com objetivo de evitar a contaminação pelo novo corona vírus chinês, fecharam o comércio não só da nossa capital, mas também de cidades do interior. Até as feiras livres estão suspensas! Aracaju está morta! Desde o dia 16 de março estamos vivendo em nosso estado uma situação só vista em países que são ditaduras!

A parceria de prefeitos e governadores permitiu o início de uma escalada autoritária com medidas de controle social ferrenhas adotadas para ver qual deles consegue restringir mais a circulação de pessoas e controlar mais as nossas vidas, violando princípios fundamentais como o direito de ir e vir e até a propriedade privada. Como exemplos, temos o monitoramento da localização de pessoas por meio de celulares implementado em São Paulo pelo governador João Doria – algo que nem com criminosos é aplicado; aqui em Sergipe a Lei 67/2020 enviada à Assembleia Legislativa pelo estagiário de ditador, Belivaldo Chagas, que multa em R$ 5 mil pessoas que descumprirem seu decreto autoritário; e relatos de pequenos negócios, nos quais não há risco de aglomeração, sendo fechados em todo o estado pela polícia. Se dependesse da sanha autoritária de Belivaldo e do prefeito Edvaldo Nogueira, já tinham transformado Sergipe numa província da China ou de Cuba, já que os métodos adotados nestas ditaduras comunistas são os mesmos que estamos vendo aqui.

Os alvos dos decretos são especialmente comércios e serviços considerados não essenciais. Mas, quem sabe o básico de ciências econômicas entende que a economia é uma estrutura complexa. Quando dela é retirada uma engrenagem, toda a estrutura fica comprometida. Por quanto tempo os supermercados continuarão funcionando sem que fornecedores de equipamentos – computadores, freezers – possam trabalhar? Por quanto tempo os hospitais continuarão funcionando sem que haja manutenção do ar-condicionado e equipamentos médicos fundamentais? Como os profissionais da saúde irão trabalhar se seus carros quebrarem e as oficinas estiverem fechadas (sabemos que a frota de ônibus está bastante reduzida)? Como os caminhoneiros poderão dar manutenção em seus caminhões e se manter nas estradas sem os serviços necessários ao seu dia-a-dia? Em suma, serviços essenciais dependem dos serviços não essenciais. Prefeitos e governadores fingem esquecer, ou desconhecem por ignorância ou burrice, tais fatos.

No curto prazo, a situação atual pode se sustentar, mas no longo prazo caminharemos para o caos e o desabastecimento e os resultados desses decretos absurdos do governo do estado e prefeituras já podem ser vistos com o aumento desemprego e dos preços (inflação). Ambos prejudicam especialmente os mais pobres, por não terem poupança ou economias suficientes para passar por esse período de quarentena, que não sabemos quanto tempo irá durar.

A política da quarentena horizontal e isolamento social total, segundo a qual se isolam todas as pessoas – sendo elas dos grupos de risco ou não – foi aplicada com objetivo de reduzir a circulação de pessoas e fazer com que o vírus se espalhasse mais lentamente, evitando o colapso do sistema da saúde. Mas é uma política bastante discutível e suas consequências podem ser muito piores que o próprio vírus.

O fato mais evidente é que o isolamento horizontal é uma política autoritária – não é à toa que foi importada da China – e viola princípios fundamentais da nossa Constituição e da dignidade do ser humano, como o direito de ir e vir e o direito à propriedade privada.

Um dos objetivos da quarentena horizontal é evitar o colapso do sistema de saúde. No curto prazo ela pode ser eficiente ao fazer com que menos pessoas tenham necessidade de buscar os hospitais por diversos motivos, e não apenas por causa do vírus chinês. É notório que o número de acidentes de trânsito diminuiu, o número de cirurgias, de exames, etc. Por isso vemos vídeos de hospitais no Brasil todo vazios. Mas para que o objetivo dessa política tenha efetividade é necessário que a estrutura da saúde seja melhorada de forma rápida. Mas, nesse sentido, o que o governo de Sergipe tem feito? Tem ampliado o número de UTIs em todo estado de forma expressiva? Tem criado hospitais de campanha, como vemos o governo federal e outros governos estaduais fazendo? Tem investido na compra do medicamento que está salvando centenas de vidas, a Hidroxicloroquina? O que vemos é muito pouco diante da necessidade que teremos.

E aí entra o fato de que a política de quarentena horizontal vai ter que acabar em breve. Quanto mais durar a quarentena, o “fique em casa”, o lockdown, mais rapidamente veremos a economia do estado – que já não ia bem antes dessa crise causada pelo vírus chinês – se tornar inviável, e o número de desempregados e miseráveis explodir. Além disso, a procura aos hospitais por pessoas com cirurgias adiadas ou necessitando de tratamento devido a outras enfermidades vai aumentar. Ou seja, no longo prazo, o sistema de saúde entrará em colapso do mesmo jeito ou de forma pior porque não haverá mais recursos para equipamentos ou ampliação do sistema devido a economia estar quebrada e o setor produtivo estagnado. Nesse curto período de quarentena, mais de 600 mil pequenas empresas fecharam as portas. Considere, leitor, que elas tenham em média 2 funcionários. Isto significa 1,2 milhão de desempregados a mais!

O aumento da violência, o crescimento do número de mortes por latrocínio, assassinatos e doenças não tradadas, a fome, também devem ser consequências de uma quarentena horizontal prolongada! Enfim, poderemos ter não só o colapso do sistema de saúde, mas também da sociedade, um verdadeiro cenário digno de filmes apocalípticos, como “Extermínio” ou a série “The Walking Dead”, porém, não por causa do vírus em si, mas por essa política que acabará com a economia dos Estados e dificultará a aquisição de equipamentos e insumos para a saúde por falta de recursos para compra e produção destes.

Por último, questiona-se a efetividade da quarentena horizontal no controle da circulação do vírus. Sabemos que o coronavírus surgiu na China no final de novembro de 2019, na cidade Wuhan. Até que a pandemia fosse decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 11 de março, passaram-se 4 meses. Dentro desse período, a China escondeu a real situação do país censurando jornalistas e calando a voz de médicos que identificaram no vírus um alto potencial de transmissão, tudo com a proteção da própria OMS, comandada por um indivíduo que sequer é médico, e que defende e elogia o regime ditatorial chinês. A OMS, até fevereiro, omitiu do mundo a informação de que o vírus tinha um alto grau de transmissão entre seres humanos e, recentemente, um dos seus líderes, Dr. Michael Ryan, reconheceu, implicitamente, o fracasso da política de quarentena horizontal ao dizer que a transmissão do vírus está sendo feita dentro da casa das pessoas e, em mais uma fala autoritária, recomenda que infectados sejam tirados de suas casas à força para isolamento – sabe-se lá onde!

E por que essas informações são importantes? Nesse período de 4 meses, tivemos as festas de fim de ano, quando geralmente as pessoas viajam bastante, o período de férias e o carnaval, trazendo turistas do mundo todo e causando grandes aglomerações. Você que está lendo este artigo, acha mesmo que o vírus só chegou no Brasil em 26 de fevereiro, como foi noticiado? 90% dos infectados pelo coronavírus não apresentam nenhum sintoma. É bastante provável que o vírus já circula por aqui há muito mais tempo. Com a quarentena e o isolamento social decretado em março pelos governadores, as pessoas que estão contaminadas e sem sintomas estão contaminando outras em suas próprias casas ou mesmo nos ambientes nos quais ainda podem frequentar, como supermercados e transporte público, ambos geralmente cheios. Não é à toa que hoje, 13 de abril, temos mais de 20 mil casos confirmados no Brasil e mais de 40 em Sergipe. E podem ter certeza de que esse número é muito maior! Em especial em nosso estado, onde pessoas que têm sintomas e vão à rede pública são mandadas pra casa a fim de ficarem em isolamento, pois não há testes de coronavírus para todos. A maioria delas se recupera e não entra para as estatísticas.

Dito isso, por que os governadores insistem no isolamento social horizontal? Tudo parece uma jogada política para conseguir recursos do governo federal e poder fazer contratos sem licitação, como ocorreu no Pará, onde o governador fez um contrato para compra de 3.160 lanches (1 coxinha e um suco de caixa de 200 ml) no valor de R$ 60 mil reais. Pasmem! Cada lanchinho desse saiu por R$ 19,00! Além disso, os governadores parecem estar bem alinhados no sentido de levar essa crise do corona e a histeria provocada pela mídia o mais longe possível para que, sim, haja uma crise econômica enorme e eles possam culpar o Presidente Bolsonaro, sendo que este está fazendo o possível para diminuir as consequências da crise na vida das pessoas, vide o auxílio emergencial de R$ 600,00 por 3 meses disponibilizado para trabalhadores autônomos e microempreendedores.

Os governadores também parecem estar gostando de controlar a vida das pessoas, de usar a força policial para coibir a atividade privada e até apreender e destruir bens de pequenos comerciantes e ambulantes. Temos vídeos com cenas desumanas acontecendo no país todo, inclusive em Sergipe, como nos casos de apreensão pela EMSURB do material de ambulantes no Centro e de pequenos comércios sendo fechados pela polícia no interior. No Rio de Janeiro vimos a prisão de pessoas que caminhavam pela praia; em São Paulo, a apreensão de mesas de pequenas lanchonetes e o monitoramento do movimento de cidadãos por meio do celular; em Maringá – PR, o enforcamento de um trabalhador pela Guarda Municipal em um Lava Jato, que quase resultou em morte; em Minas Gerais, missas com 5 pessoas sendo interrompidas. Cenas como essas se repetem no país todo! E tudo isso com aval do Supremo Tribunal Federal (STF). Dois dos ministros, Alexandre de Morais e Marco Aurélio Mello, validaram as ações ditatoriais dos governadores e impediram o Presidente Bolsonaro de intervir. Ou seja, o conceito de federação que tínhamos, acabou! Os governadores agora têm autonomia sobre os estados e estão acima da própria Constituição do país. E ainda, os prefeitos que tentam abrir os comércios são impedidos pelos governadores. Ora! Se há autonomia dos governadores sobre os estados, por que não há dos prefeitos sobre os municípios? O STF só permite tal autonomia quando é para atender à vontade deles?

O que os governadores não lhe contam, e muito menos o governo chinês, é que há evidências de que uma nova onda de contaminação da doença está começando na China. O número de casos voltou a subir e eles, como sempre, culpam os outros países.

Não se pode negar que o vírus é um problema grave, basta observar o número de mortes que ocorreu na Itália – onde o vírus também continuou se espalhando mesmo com a quarentena horizontal. É preciso repensar urgentemente essa política e o povo precisa reagir às medidas autoritárias. Você acha mesmo que o governador e os prefeitos estão preocupados com sua vida? Os fatos mostram que eles estão preocupados é com política! Se não reagirmos ao que tem sido feito por eles, corremos o risco de irmos para um caminho sem volta. Queremos viver sob a batuta de um regime como o aplicado na China, onde as pessoas são monitoradas 24h por dia, um verdadeiro “Big Brother”? Hoje é o vírus chinês, mas se não reagirmos, qualquer motivo será justificativa para restringir nossas liberdades. O governador Witzel falou que suas medidas autoritárias podem durar até 2 anos. Quanto tempo para Belivaldo decidir fazer o mesmo?

Mais importante que a nossa vida é a nossa liberdade!

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