Bolsonaro mantém compromisso de campanha e demite secretário da receita que defendia nova CPMF

Na tarde desta quarta, 11/9, o Ministro da Economia Paulo Guedes demitiu o secretário e chefe da Receita Federal, Marcos Cintra, por ele ter defendido a volta da CPMF como proposta para reforma tributária.

Uma longa leva de propostas tinham sido criadas e apresentadas em volta da taxação de movimentações financeiras sem o consentimento do Ministro da Economia, este que se comprometeu em apresentar uma proposta assim que a Nova Previdência fosse aprovada.

Fazia parte dos entusiastas das propostas, o Instituto Brasil 200, representado pelo Flávio Rocha, e seu sobrinho Gabriel Krahner, juntos do então secretário chefe da Receita Federal Marcos Cintra, que em essência, segundo o site infomoney defendiam a mesma coisa, em doses diferentes.

A proposta da nova CPMF (Contribuição sobre Movimentações Financeiras) foi apresentada em palestra, a qual foi amplamente divulgada na mídia e cujo slide da apresentação continha a marca do governo federal. Ela previa cobrança de 0,4% de imposto sobre qualquer transação financeira bancária. O imposto seria cobrado tanto sobre quem envia o dinheiro quanto de quem recebe. Até doações para entidades carentes seriam taxadas. Um verdadeiro absurdo!

A forma atropelada como a proposta foi apresentada indica que tentaram passar pela vontade do presidente Bolsonaro, se aproveitando do mesmo ainda estar internado.

Um pouco mais tarde, após divulgação da demissão de Marcos Cintra, o presidente Jair Bolsonaro tuitou:

“TENTATIVA DE RECRIAR CPMF DERRUBA CHEFE DA RECEITA. Paulo Guedes exonerou, a pedido, o chefe da Receita Federal por divergências no projeto da reforma tributária. A recriação da CPMF ou aumento da carga tributária estão fora da reforma tributária por determinação do Presidente.”

A fala do presidente deixa claro que o mesmo não apoia a volta do imposto, diferente do que parte da mídia vinha falando, e que a demissão de Cintra teve envolvimento direto do presidente.

O presidente Bolsonaro merece os parabéns por cumprir mais um dos seus compromissos de campanha.

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