Professor desabafa em redes sociais sobre a situação da política Sergipana.

Quem sabe um dia, Aracaju. Eu acredito! 
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A todos que acompanham a minha trajetória e conhecem a minha pessoa de perto, sabem que o meu objetivo nunca foi o poder, sou professor e quero continuar sendo, a política foi algo necessário quando descobri que era impossível fugir dela, como dizia Ayn Rand: “Você pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade”. Em outras palavras, você pode ignorar a política, viver a sua vida normalmente sem dar opinião, sem discutir, sem debater, e fim de papo, mas quando a conta de luz chega, você deve pagá-la, e nisso tem política; quando a conta de água chega, você deve pagá-la, e nisso tem política; quando você é assaltado na esquina, nisso tem política; quando você compra sua passagem de avião, reserva um hotel e faz a sua viagem, nisso tem política; quando você compra um vídeo game pra se divertir em casa, nisso tem política… E assim por diante. “O ser humano é um ser político” como dizia Aristóteles. A minha intenção sempre foi trazer novas ideias, ideias independentes e diferentes das que estão aí, todos sabem do meu voto em Bolsonaro, pois, sou transparente e digo quem sou, me posiciono, não de acordo com o momento, ou com a oportunidade, mas de acordo com valores, princípios e ideais pré-definidos que não estão a venda. O Bolsonaro pode não fazer nada durante o seu mandato, pode não resolver absolutamente nada, porém, mesmo que isso aconteça ele já fez muito. Vou explicar: O Bolsonaro foi o responsável por abrir as portas para os novatos na política e por reacender a esperança no Brasil que até então estava morta. Tivemos a maior renovação da história da Câmara dos Deputados nas eleições passadas, alguns já se mostraram ruins, outros muito bons, porém, isso só podemos saber depois de eleitos, jamais podemos julgar alguém antes de sua eleição, isto é, antes do exercício do seu mandato, isso é preconceito. 
Hoje vemos jovens, como eu inclusive, não tão jovem mais, 27 anos, se interessando e querendo entrar na política, coisa que há um tempo atrás era impensável, jovens estes que tiveram a chama da esperança acesa em seus corações por um homem que levou uma facada pra enfrentar um poder estabelecido há muitos anos. No Estado de Sergipe esse poder se viu ameaçado para as próximas eleições, viu novatos crescendo, pessoas com ideias novas e com portas abertas em partidos que eles não tinham controle, isto é, eles não tinham como obrigar a obediência a ordem definida dos “coronéis da política sergipana”. A saída então para eles, era “quebrar as pernas” desses jovens e assumir o controle dos partidos que abriam as portas para eles. Sim, pode se questionar: “Toda eleição não entra novos vereadores?”, entram, mas, eles estão submissos as mesmas famílias que dominam os partidos políticos em Sergipe, portanto, eles não podem fazer nada sem a permissão dos “coronéis”. O PSL, o Partido Novo, e o Patriota, teoricamente são os três partidos livres dessa ordem e com portas abertas para os jovens e as novas ideias aqui no Estado, todo o resto está dominado pelos mesmos de sempre. O Novo e o Patriota para os “coronéis” eram pequenos e não mereciam atenção, mas o PSL que tem o Presidente da República e carrega a sua popularidade sim, era uma ameaça e eles precisariam tomá-lo. Foi o que aconteceu. Um esquema no qual ainda não sabemos a dimensão e que envolve pessoas diretamente ligadas ao governo, ou seja, pessoas que pouco se importam com a agenda de Bolsonaro, mas estão ali porque é conveniente, pessoas que tem o mesmo pensamento de Alexandre Frota, do antigo Ministro da Educação (Vélez), do Bebiano, do Santos Cruz, e muitos outros “infiltrados” no governo pelo poder e não pelas ideias, tomaram o PSL Sergipe e colocaram nas mãos do Rodrigo Valadares e sua família e amigos, assim literalmente “tirando os novatos do jogo”, isso mesmo, eliminando e impossibilitando a oportunidade que eles tinham de entrar e mostrar a sua voz e as suas ideias, agora eles simplesmente devem obedecer a uma família que domina três partidos no Estado: PTB, PSB e agora o PSL, ou serão expulsos. 
A democracia exige a pluralidade de ideias, sem isso, não pode ser considerado uma democracia, os novatos estavam dispostos a irem a debates públicos legítimos e leais com pessoas como o próprio Rodrigo Valadares, e obviamente, seria o público a decidir quem era o melhor, caso o Rodrigo vencesse, os novatos com toda certeza apertariam a mão dele e dariam os parabéns, afinal, isso é democracia. Mas o que eles fizeram não foi democracia, foi um ato antidemocrático, foi impedir que esses novatos fossem ao debate, que eles tivessem chance de entrar e mostrar ideias novas ao povo Aracajuano para que o mesmo as avaliasse. O dinheiro, a influência e o poder dos mesmos prevaleceram e no final calaram e enfraqueceram a oposição que se formava em Aracaju, não falo de oposição a Edivaldo Nogueira e sua turma, para que logo que chegarem ao poder fazer as mesmas coisas e manter o ciclo, falo de oposição as ideias dominantes, isto é, oposição a todo o ciclo, ou como chama a Lava Jato: “O Mecanismo”. Foram essas pessoas quem perderam, foi para atingir essas pessoas e excluí-las do jogo democrático que o esquema foi montado, quem quer que tenha participado dele não merece o nosso respeito, a nossa confiança, nem mesmo a nossa atenção.
Sergipe está de Luto e perdeu uma grande chance na história de colocar pessoas novas na política nas próximas eleições. Mas os novatos saíram de cabeça erguida, pois, nunca negociaram seus valores, e estão dispostos a enfrentar a tudo isso e quem sabe um dia, conquistarem o seu espaço com lealdade, da maneira correta, sem articulações ou esquemas, apenas com a “ingenuidade” de defender aquilo que acreditam.

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