MENOS “MIMIMI” E MAIS LIBERDADE. – Flávio Oliveira

Certa vez, durante a aula de um curso que participava, um dos colegas de turma falou que todas as ideias e visões de mundo eram aceitáveis e que a falha ao aplica-las era dos seres humanos por serem imperfeitos. Essa frase me levou a uma reflexão: Como é possível aceitar ideias que querem remover o maior bem do ser humano além da sua própria vida, que é a liberdade? Como defender ideologias que pregam o fim do pilar da cooperação entre indivíduos: a propriedade? Existem sim ideias que são ruins na essência, ainda mais sabendo que elas saíram da cabeça de seres que são imperfeitos.

Tais ideias devem ser refutadas e combatidas com argumentos, mas, jamais censuradas. E aqui chegamos ao ponto principal a ser tratado neste artigo: A defesa incondicional da liberdade de expressão. Só através da liberdade de expressão é possível conhecer o real caráter de ideologias perversas e ideias ruins, das pessoas que as seguem e sua real dimensão.

No mundo atual os ataques a liberdade de expressão e a liberdade social tem sido cada vez mais incisivos e recorrentes por parte de setores não tão representativos na sociedade, mas que possuem grande poder, seja poder de comunicação ou poder de influência exercido através de governos ou organizações internacionais. É neste cenário de ameaça as nossas liberdades e da importância deste princípio para nossa existência como indivíduos livres que trago este tema para apresentação. Pois, como já dizia o economista e filósofo austríaco Friedrich Hayek: “A liberdade não se perde de uma vez, mas em fatias, como se corta um salame.”

Apesar do conhecido fracasso dos regimes socialistas e dos resultados trazidos pela aplicação da teorias Marxistas – fome, genocídio, perda das liberdades e caos – essas ideologias não morreram e ainda prevalecem no debate, só que agora de forma maquiada, mascarada para ganhar uma nova aparência e enganar novamente pessoas e gerações. É o mesmo carro velho com uma pintura nova e mais moderna. E uma dessas novas faces pela qual o socialismo vem se apresentando é através do Politicamente Correto, também conhecido por fascismo cultural. Seu objetivo é o mesmo: Restringir as liberdades individuais, em especial a liberdade de expressão, e ampliar a interferência do Estado na vida dos cidadãos. 

A história de como o Politicamente correto se desenvolveu em nossa sociedade é longa e necessitaria de uma vasta apresentação sobre os conceitos de Marxismo Cultural (iniciado pela Escola de Frankfurt), ocupação de espaços (do filósofo italiano Antônio Gramsci), globalismo (governo mundial) e outros adjacentes. Mas, iremos focar apenas no seu conceito e nas consequências.

Pois bem! O Politicamente correto surge como uma forma de “proteção” aos grupos oprimidos e marginalizados da sociedade através da mudança na linguagem, na forma de se expressar para evitar ofender ou desagradar estes grupos, também chamados de minorias. Esta transformação da linguagem vem junto com o processo de ocupação de espaços, o ataque dos valores da civilização ocidental e a luta de classes (divisão da sociedade em grupos conflituosos – negros contra brancos, homens contra mulheres, etc). Tudo isso cooperou para a formação do discurso único, hoje padrão na grande imprensa. E qualquer um que haja divergir do que está sendo dito é acusado de propagar discurso de ódio e de ofender minorias. É o que Gramsci chama de hegemonia cultural.

Com a popularização da internet como um espaço livre para debates esses mitos e sensos comuns intocáveis criados pela hegemonia cultural começaram a ser contrariados e derrubados, o que acabou por quebrar o monopólio das narrativas de grandes redes de TV e jornais, a chamada mídia mainstream ou establishment midiático. É a partir dessa desconstrução que se percebe o politicamente correto como não tendo nada de correto e nem de proteção de minorias, mas sim de proteção de uma ideologia e de todos que a perseguem. “O POLITICAMENTE CORRETO não é sobre o que se pode ou não falar, mas sim de que lado você está”, como bem define o comediante Danilo Gentili.

É por isso que vemos humoristas recebendo moções de censura enquanto o presidiário de 9 dedos faz piada com estupro, fala das “mulheres de grelo duro” do partido, chama Pelotas de “cidade exportadora de viado”, entre tantos outros casos, e não se vê uma nota de rodapé nos jornais da grande mídia ou uma manifestação de movimentos que dizem defender as mulheres e as minorias. Já quando o Bolsonaro fala que um quilombola pesava 7 arrobas (uma ironia aplicada dentro de um determinado contexto) é processado por racismo e se gera toda uma polêmica em torno disso.

Diante da pressão vinda por meio das redes sociais contra a hegemonia de narrativas, os primeiros contra ataques do establishment começaram. O mais evidente deles foi no sentido de classificar qualquer informação de fora da mídia mainstream como “fake News”. Notícias falsas sempre existiram e eram chamadas de fofocas. Eu nunca ouvi falar de uma CPI para investigar a fofoca. Mas porque o interesse de CPIs e inquéritos do STF, agora, para investigar as tais “fake news”? É óbvio o interesse de calar quem pensa diferente.

Os ataques a liberdade de expressão por meio do politicamente correto não param por aí. As grandes plataformas digitais, Google e Facebook, já implementam formas de censurar em suas redes sociais canais e conteúdos que desagradem a agenda defendida pelos que controlam ou influenciam essas plataformas. Para aplicar a censura se utilizam de conceitos vagos, relativos e não parametrizáveis, como discurso de ódio e ofensa – o que é ofensa para mim pode não ser para você.

A pressão para essa censura parte também e principalmente de organizações internacionais como a União Europeia, que recentemente instituiu o artigo 13 que controla e regulamenta o conteúdo publicado por produtores; e de globalistas, sendo o mais conhecido deles George Soros.

Além da escravidão no mundo digital, as plataformas digitais agora querem a escravidão das opiniões. Querem matar tudo que vai de encontro a agenda globalista, que promove drogas, aborto, feminismo, ambientalismo, teorias de gênero, entre outras porcarias que visam atacar e destruir a civilização ocidental e seus valores. Não é atoa que a maior parte dos conteúdos censurados nas redes são os que falam contra as pautas defendidas por essa agenda.

O mundo distópico de George Orwell retratado no livro “1984” se aproxima e nós não percebemos. O sistema de crédito social na China — onde as pessoas são punidas até com a perda do direito de comprar passagens para viajar por se comportarem mal, segundo os parâmetros da ditadura comunista — reproduz como será o mundo se não reagirmos e defendermos nosso bem maior que é a LIBERDADE.

O Politicamente Correto tem criado uma geração de pessoas sensíveis, mimadas e doentes, que não suportam ser refutadas ou contrariadas; que querem ter tudo e acabam chegando a beira da psicopatia como no caso mulher que acusou falsamente (pelo que as investigações indicam até agora) o jogador Neymar de estupro. Pessoas que se tornam cada vez mais dependentes do Estado e recorrem a este por mais leis e intervenção que resultam inevitavelmente em mais controle e perda de liberdades.

É preciso reagir a tudo isso. As pessoas devem ter o direito de ter e expressar opinião, de contestar, de ofender e até de ter preconceito! O mundo com liberdade é o mundo, sim, onde uns podem chamar os outros de corno, viado e negão sem medo de serem processados ou presos. Os excessos já são enquadrados na lei na forma dos crimes de calúnia, injúria e difamação.

É necessário recuperarmos as bases da nossa civilização (aquilo que deu certo) para a partir delas reconstruirmos, adicionando os ingredientes do mundo moderno, a sociedade livre que nos levou a maior era de progresso e desenvolvimento já experimentada pela humanidade.

A liberdade e a verdade sempre vencerá.

FONTES:

http://sensoincomum.org/2019/05/03/censura-yiannopoulos-paul-joseph/

http://sensoincomum.org/2018/05/25/guten-morgen-63-censura-redes/

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