A longa estrada até “LULA PRESO!”

Finalmente o Brasil poder ver no último dia 07 de abril de 2018 a justiça sendo feita contra o maior bandido da história política do Brasil, o indivíduo que foi capaz de promover a destruição do seu próprio país em nome de um projeto de poder político e ideológico, financiando empresários amigos e ditaduras socialistas com dinheiro dos trabalhadores.

Durante anos, boa parte dos brasileiros se manteve calada, mas não convencida, sobre a inocência de Lula no escândalo do Mensalão. Teve que engolir a lorota aceita pela justiça de que ele não sabia de nada. Um dos fatores que certamente contribuiu para que o mesmo fosse inocentado e sequer tivesse sido tornado réu no escândalo foi a popularidade do mesmo. Afinal, quem teria coragem de denunciar alguém que saiu da presidência com 90% de suposta popularidade?

Mas a aceitação e o silêncio da população não duraria para sempre. Já nas grandes manifestações de 2013 Lula teve sua inocência bastante questionada e o sentimento de que a justiça em relação a ele não havia sido feita se afirmou na sociedade. Prova disso é que aquelas manifestações, que começaram com os 0,20 centavos, acabaram tendo como foco a corrupção, principalmente a corrupção do governo petista. Foi resultado dessas manifestações, realizadas inicialmente por movimentos de extrema esquerda, que veio a lei das delações premiadas. Quanta ironia do destino, não?

Em 2015, com a Lava Jato a todo vapor, a insatisfação popular com a reeleição (baseada em mentiras) da ex-presidente Dilma e seu governo desastroso, vieram novas manifestações pelo impeachment da mesma, que começaram em março de 2015 e se estenderam até 2016. Nessas novas manifestações, a prisão do Lula tornou-se o objetivo mais pedido, só ficando atrás do próprio Impeachment.

O “Mito” Lula estava caindo a cada fase da Lava Jato que o aproximava do centro da corrupção na Petrobrás e sua imagem de homem do povo, criada por publicitários, era questionada nas manifestações. O mesmo viu sua popularidade despencar nas pesquisas e sua credibilidade desaparecer perante o mundo que o aplaudiu (seja por falta de caráter ou por terem sido enganados). Apenas os ditadores africanos e latinos e os líderes socialistas e bolivarianos da América Latina, todos ligados pelo Foro de São Paulo – alimentado durante anos com dinheiro da corrupção e do BNDES -, permaneceram com ele. Quanto aos empresários amigos, estes foram sendo presos um a um.

A medida que os processos da Lava Jato caminhavam, as delações, as evidências e as provas que surgiam foram cercando Lula de uma forma que se tornou impossível para qualquer pessoa normal e não militante petista acreditar que ele era inocente. Finalmente vieram as primeiras denúncias e o ex-presidente se tornou réu num total de 6 processos. Em julho de 2017, veio a 1° condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do Triplex do Guarujá construído pela empreiteira OAS, beneficiada com contratos da Petrobrás. O Juiz Sérgio Moro aplicou uma pena de 9 anos e 6 meses, pena esta que veio a ser ampliada pelo TRF4 (Tribunal regional federal da 4° região no Rio Grande do Sul) para 12 anos e 1 mês.

Foi uma longa estrada até aqui. Uma estrada que passou pelos trabalhos de investigação do Ministério Público e da polícia Federal, de pela desconstrução da imagem de Lula como herói do povo e pelo trabalho primoroso do juiz Sérgio Moro, que soube usar a lei a favor do Brasil e agiu de forma dura nos momentos cruciais – como quando divulgou os áudios dos telefonemas entre Lula e Dilma que provaram a tentativa de obstrução de justiça e impediram que Lula se tornasse ministro da Casa Civil e Dilma escapasse do Impeachment. Foi com essa inteligência que Moro, após votação no STF que indeferiu o pedido de Habeas Corpus, solicitou que Lula se entregasse para cumprimento de pena.

Muitos criticaram o fato de não terem sido usadas algemas e do petista ter sido convidado a se entregar antes de ser emitido um mandato de prisão. Mas essa certamente foi a melhor estratégia, pois uma ação policial era tudo que o PT queria para alegar truculência e espalhar mundo afora a ideia de que Lula era um preso político. A resistência da militância, o discurso populista do ex-presidente para inflamar o povo na “missa” inventada de nada adiantou e ele teve de se entregar. Se fugisse para a embaixada de algum país socialista, estaria se complicando mais ainda. Se não se entregasse, daria razão para um pedido de prisão preventiva, já que ele é réu em outros processos. Não restou outra saída para Lula a não ser se entregar e deixar sua própria militância brigando entre si, já que alguns não queriam que ele se entregasse. E, graças a esse trabalho da equipe da Lava Jato de Curitiba, do juiz Sérgio Moro e da pressão popular sobre o STF que Lula finalmente está preso.

Com mais de 40 fases de operação, provas a perder de vista e mais outros 6 processos no qual Lula é réu, alegar que não há motivos para ele estar preso se tornou piada. A maior parte da população está convencida da culpa de Lula e são poucos que se prestam a defende-lo. Mesmo aqueles que ainda elogiam ele e/ou seu governo, não tem coragem de ir às ruas para aplaudi-lo e pedir que ele não seja punido. Apenas os maconheiros esquerdistas das universidades federais, as tiazinhas funcionárias públicas iludidas com o discurso populista e o medo de perderem a estabilidade do seu emprego, os sindicalistas da CUT, os vagabundos do MST e a militância do Pão com Mortadela continuam na defesa incansável do chefe da quadrilha petista. São basicamente os que ainda vão nos comícios e causam transtornos em dia de “Greve Geral” e fazem protestos a favor dele.

É inegável que a Lava Jato mudou o país e a forma como o povo olha para a justiça em relação aos poderosos. O juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal, os procuradores e a equipe da “República de Curitiba” são os grandes responsáveis por estas vitórias. Mas, apesar de consolidada, a Lava Jato e o combate a corrupção da forma que ela vem promovendo, está causando medo na classe política e sempre vemos tentativas de reações dela, seja no governo federal ou no poder legislativo. Foram várias tentativas de tentar minar e tentar frear a Lava Jato por meio de leis, como o projeto de Lei de Abuso de Autoridade. O próprio judiciário, principalmente nas altas cortes, tem feito esforços incansáveis para proteger e livrar os bandidos pegos pela Lava Jato. Maior exemplo está no Ministro do STF Gilmar Mendes, que vive concedendo Habeas Corpus para soltar presos da operação. Não só ele como também Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski trabalham contra a Lava Jato e para que a justiça não seja feita. O ataque mais recente do STF tem sido no sentido de mudar o entendimento (definido pelo próprio tribunal em fevereiro de 2016) de que é possível o cumprimento de pena a partir da condenação em 2° instância. Felizmente, a pressão das ruas e das redes sociais tem ajudado a fazer com que as tentativas de parar a operação sejam fracassadas. Um bom exemplo está na lei de Abuso de autoridade. A própria fragilidade dos governos Dilma e Temer contribuiu para que a Lava Jato pudesse chegar tão longe. A reação das ruas a qualquer tentativa deles de melar a operação estão rechaçadas com veemência.

Chegamos muito longe e temos sim que comemorar os avanços conseguidos, não só em relação ao combate a corrupção, mas também na desconstrução das ideologias de esquerda que defendem um Estado grande e interventor – fatores que alimentam a corrupção e tornam possível que ele chegue a níveis exorbitantes como nos governos do PT. Ainda há muito a se fazer e, passada a euforia, o trabalho continua. Mas uma coisa é certa: Vivemos num país diferente do de 4 anos atrás. E somos nós, através das redes sociais e das ruas, que estamos construindo esse novo Brasil.

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