A Direita na Guerra Cultural

Nas últimas semanas, os casos de exposições “artísticas” com conteúdo bizarro realizadas em museus e direcionadas ao público infantil – promovidas e patrocinadas por agentes das esquerdas e com dinheiro da Lei Rouanet – chamaram a atenção da sociedade, principalmente do público que acompanha redes sociais, sites e blogs com linha editoral voltada para o público da direita. Além desses eventos, várias propagandas pró ideologia de gênero e uma intensa campanha em defesa da “arte” praticada nesses museus tem sido vinculadas em emissoras de TV e até por marcas de produtos famosos.

Não é de agora que a esquerda progressista vem tentando impor sua agenda à sociedade, mas parece que de repente seus representantes se desesperaram e resolveram enfiar o pé na jaca, escancarando seus objetivos – sendo o principal deles a descaracterização da família tradicional – para toda a sociedade, esquecendo que a maior parte dela é conservadora, apesar de não bem instruída.

Tudo começou com a exposição promovida pelo Banco Santander, através de sua fundação, na qual haviam quadros e obras que retratavam cenas que remetiam a zoofilia além do estímulo a sexualização infantil. Escolas levaram turmas de alunos para tal exposição. Não havia restrição de idade nem autorização dos pais. E tudo isso bancado com dinheiro dos nossos impostos. Indivíduos que passavam por ali e viram tais absurdos denunciaram através de vídeos nas redes sociais e com a ajuda de movimentos organizados, como o MBL e o Terça Livre, os vídeos viralizaram e houve uma reação imediata que resultou numa campanha de boicote contra o banco, que se viu forçado a cancelar a exposição.

Pouco tempo depois, tivemos a exposição no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), onde um homem nu era tocado por uma criança. Esse foi o caso mais grave, pois claramente havia ali uma incitação a pedofilia. Se uma criança entende que é normal tocar ou andar de mãos dadas com um homem nu dentro de um museu, por que ela não levaria essa interpretação para fora daquele ambiente quando provocada por algum indivíduo disposto a abusá-la? Tal apresentação pareceu uma forma da esquerda responder ao boicote promovido a primeira exposição, mas segundo relatos, essa apresentação já vinha sendo realizada em outros estados. Sendo assim, as denúncias apenas acabaram aparecendo graças ao estopim da exposição do Santander Cultural.

Não bastasse os movimentos da extrema esquerda no sentido de sexualizar crianças através de suposta arte, marcas se engajaram na militância da lacração e lançaram comerciais promovendo ideologia de gênero e feminismo.

A 1° delas foi a OMO com sua propaganda em que instruía os pais a não ensinarem aos filhos brincadeiras que reforcem esteriótipos de gênero, que não existe brinquedo de menino e de menina. Além do absurdo de uma marca de sabão querer ensinar você pai e mãe como educar seu filho, a propaganda se baseia no conceito falido de igualdade de gênero, que não tem qualquer base científica. Uma propaganda militante que fez a marca sofrer um dos maiores boicotes da história e ter seu vídeo negativado quase 250 mil vezes.

A 2° empresa a querer lacrar, mostrando seu posicionamento esquerdista a favor da ideologia de gênero, foi o Carrefour supermercados – que entende de vender produtos, mas pelo visto não entende nada de biologia – e acabou levando uma excelente resposta do Bené Barbosa, além de negativações que fizeram a empresa excluir o post.

Carrefour Ideologia de gênero resp bene
Resposta de Bené Barbosa nos comentários do post da página do Carrefour

Por ultimo e mais recente nessa sessão de bizarrices temos a AVON, junto com a ONU (tinha que ter o dedo dessa entidade globalista que quer empurrar sua agenda progressista em todo o mundo), e sua propaganda contra o uso do adjetivo princesas. Agora você mulher não pode ser mais chamada de princesa porque a ONU e a AVON não querem e porque isso ofenderia as mulheres feias. Mas elogiar alguém apenas por ter a cor da pele negra está tudo certo para eles – como fica claro na propaganda.

A boa notícia é que esse desespero das esquerdas em tentar forçar a barra para que a sociedade aceite como natural o que não é está fazendo os grupos de esquerda perderem feio essa batalha. Eles estão sendo rechaçados, enfrentando protestos e sendo desmascarados em sua tradicional hipocrisia. Num contexto mais amplo, em que temos esses ataques por parte das esquerdas e a reação da direita – a primeira com o objetivo de subverter e a outra de preservar ou restaurar os pilares da sociedade ocidental -, podemos chamar isso de GUERRA CULTURAL, conceito o qual falaremos brevemente.

Você certamente já deve ter ouvido falar em Marxismo Cultural. Se não ouviu, recomendo fortemente que assista o Capítulo 3 do Congresso Brasil Paralelo para entender sua origem. Tal estratégia, baseada na ocupação de espaços, foi implementada de forma mais ampla por Saul Alinsky e forjada por Antônio Gramsci. A esquerda progressista, ao longo das últimas décadas tem logrado êxito ao replicá-la e utilizar as técnicas de Alinsky para subverter a cultura ocidental. Mas, essa é apenas a parte esquerdista da Guerra Cultural.

Basicamente, Guerra Cultural é a luta pelo poder e controle da sociedade praticada no âmbito da cultura, onde um determinado grupo tenta através de estratégias, ou do puro poderio financeiro, tomar os meios de disseminação de ideias ou infiltrar pessoas adeptas de sua ideologia nestes meios afim de que estas possam ditar as regras e os caminhos que a sociedade deve seguir. Podemos constatar que isso foi feito pelas esquerdas na mídia, nas universidades, nos sindicatos, nas entidades de representação como a OAB, etc.

Querendo ou não, estamos inseridos na guerra cultural e por longos anos nós que somos de direita (liberais ou conservadores) fomos apenas vítimas dela, assistindo as esquerdas lutarem sozinhas, sem que pudêssemos reagir de forma organizada e vendo a agenda por elas colocadas ganharem espaço na sociedade, principalmente pela influência de grupos organizados no meio político. Uma militância pequena, mas barulhenta que conseguia representação no legislativo e com seus discursos bonitos conseguiam levar adiante ideias autoritárias.

Mas, até que enfim essa realidade começou a mudar. A direita começou a lutar na Guerra Cultural, mesmo que ainda de forma mais reativa. Movimentos organizados, mídias alternativas, tem conseguido ganhar espaço e influenciar as pessoas, principalmente através das redes sociais. As ideias liberais e conservadoras estão se espalhando de forma como nunca antes vista e ganhado adeptos em vários setores do meio cultural – música, artes, cinema, cultura POP em geral, etc. O Danilo Gentili é um dos maiores exemplos de expoentes da direita.

Um exemplo da inserção da direita no meio cultural foi exposto no artigo 2017: o ano da direita no cinema nacional, publicado aqui recentemente, onde são citados vários filmes lançados nesse ano que desafiam a hegemonia esquerdista do cinema brasileiro tratando de temas como a operação Lava Jato e o politicamente incorreto.

Já no campo educacional, o movimento Escola Sem Partido tem engajado boa parte da sociedade. Pais e mães, que antes viam calados seus filhos mudarem de comportamento e passarem a seguir valores e ideologias que não eram aprendidos em casa sem entender o porquê, agora tem uma voz de representação e um meio de combate à doutrinação ideológica praticada descaradamente por boa parte dos professores esquerdistas nas salas de aula.

Não podemos deixar de falar do ativismo digital, que foi o principal responsável por fazer as exposições que promoviam a sexualização de crianças serem denunciadas de forma massiva e canceladas,  e fez com que empresas de comunicação como as Organizações Globo e a Veja – que saíram em defesa desses eventos bizarros – sofressem boicotes e ataques no meio virtual para constrangê-las e fazê-las adotarem outro posicionamento. Além disso, o ativismo digital permitiu que as vozes da direita, sem espaço na mídia tradicional, começassem a ser ouvidas e ganhassem notoriedade.

As redes socais tem sido fundamentais na guerra cultural para expor a hipocrisia e contradições esquerda progressista, deixando a mesma sem credibilidade. A mesma esquerda que luta para proibir à publicidade infantil e que tentou tirar os 2 apesentadores mirins do Bom Dia e CIA do SBT – dizendo que ali se praticava exploração do trabalho infantil -, que quer proibir venda de coxinha nas escolas, que quer vetar a venda de comidas e produtos licenciados (ex. o Mc Lanche Feliz), é a mesma que patrocina e promove exposição com homem nu em museu para crianças.

O melhor de ver a reação do conservadorismo e o crescimento da direita em geral, tem sido observar as respostas dos grupos de esquerda. Chega a ser engraçado vê-los sucumbindo pelo seu próprio livro de regras. Eles não estão sabendo como lidar ao serem atacados com as mesmas armas que sempre utilizaram de forma monopolizada durante anos. As reações são extremadas e muitas podem ser conferidas nesse perfil do Twitter chamado Ódio do Bem.

Nem movimentos mais organizados e bem financiados da esquerda progressista, como o #342Artes formado pelo mesmo grupo de pessoas e artistas que criaram o Movimento 342 pelo Fora Temer e em “defesa” da Amazônia, conseguem engajar a população na defesa de suas pautas. Em se tratando do Movimento 342, ele veio mascarado como movimento contra a corrupção (menos a corrupção do PT), mas ao defenderem as exposições onde crianças tocam homens nus e chamando isso de liberdade de expressão, ficou ainda mais evidente que tal movimento não passa de um movimento de apoio a uma agenda ideológica esquerdista.

Um ponto fundamental na Guerra Cultural, que não pode deixar de ser tratado e no qual a direita enfrenta grandes dificuldades, é a questão do financiamento dos movimentos e de suas atividades. Enquanto esta arrecada dinheiro através de financiamento coletivo, doações espontâneas e venda de produtos, as esquerdas em geral se utilizam da máquina pública para financiarem ONGs, ações, movimentos, artistas, etc. Temos como exemplo a Lei Rouanet, usada por vários artistas, quase sempre ligados à esquerda. Além do uso do dinheiro dos nossos impostos, a esquerda progressista e até a extrema esquerda (como o site Mídia Ninja) contam com financiamento e apoio de entidades internacionais, como a Open Society – do bilionário globalista George Soros -, a fundação FORD, a fundação ITAÚ, a própria ONU e seus órgãos, etc.

Os recursos que entram para ONGs que defendem pautas globalistas, como o desarmamento da população, o aborto e a ideologia de gênero, estão na casa dos milhões. A Alana, que atua na defesa da ideologia de gênero e luta contra a publicidade infantil (seu filho pode ter a liberdade e capacidade de escolher o gênero, mas não de ver uma propaganda de brinquedos) é mantida pela família Setubal, dona do Banco Itaú – mesmo banco que ajuda a manter o Museu de Artes Modernas de São Paulo (MAM). O instituto Sou da Paz recebeu mais de US$ 600 mil da Fundação Ford para defender o desarmamento.

Não é crime que empresários financiem aquilo que acreditam e é preciso que empresários que acreditam nas ideias liberais e conservadoras saim da toca e passem a ajudar movimentos que representam suas ideias. O que deve ser criticado é que haja uma associação entre eles, governos e órgãos internacionais como a ONU para promover uma agenda que se coloque acima dos interesses e da cultura de países. Isso é no mínimo imoral e é o que os globalistas fazem.

Avançamos muito em pouco tempo, mas a luta contra as esquerdas e principalmente contra a grande mídia e os empresários globalistas (que não tem escrúpulos), os quais alguns citamos acima, é longa e precisa da participação de cada um. Por isso é importante que a direita se mantenha unida em torno de ideias que são consenso e passe a agir de maneira mais pró-ativa, principalmente o movimento conservador, afim de passar a colocar suas pautas ao invés de apenas reagir as das esquerdas.

2 comentários em “A Direita na Guerra Cultural

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