2017: o ano da direita no cinema nacional

Eu sempre faço questão de dizer que nos últimos anos algo de excepcional está acontecendo no Brasil e no mundo: a direita está se reerguendo e a esquerda voltando para o buraco sujo de onde jamais deveria ter saído. Você até pode ser um daqueles sofistas idiotas que enchem o peito pra dizer que “não existe esse maniqueísmo de direita e esquerda”, afinal a negação é o princípio do Modelo de Sofrimento de Kübler-Ross, a saber, depois vem: a raiva, a negociação, a depressão e, finalmente, a aceitação.

Tal qual um pavão que abre sua bela cauda para se exibir, mas é incapaz de olhar para a própria feiura das suas patas, tais canalhas se utilizam dos mais variados estratagemas para negar a realidade,  o embate entre: coletivistas e individualistas, livre mercado e protecionismo, estado mínimo e estado babá, capitalismo e socialismo, direito à propriedade e “função social das coisas e ideias”, etc.

Em vista disso, sempre que vejo mais um exemplo de que os conservadores e liberais crescem e os “progressistas” (outra definição antagônica) definham faço questão de divulgar, afinal a essência do mérito é o orgulho dos seus feitos, aceitem ou não meus queridos. Sendo assim hoje eu gostaria de enaltecer a guinada à direita do cinema brasileiro que desde que se tornou um culto funesto do chamado “cinema novo” na década de 50 tem se arrastado de forma decrépita até os dias de hoje produzindo películas sofríveis com raríssimas exceções (é importante frisar).

Por sinal a esquerda produz um cinema tão ruim que foi preciso obrigar o povo a pagar pelas produções via Embrafilmes e Ancine captando recursos de estatais como BNDES, BANCO DO BRASIL, CAIXA, CORREIOS, PETROBRAS, entre outras sugadoras dos nossos impostos (que não é à toa vir de imposição). Não bastando ter que pagar antecipadamente por produções de qualidades pífias, no Brasil ainda existe a famigerada cota de tela que obriga as salas de cinema e canais de TV a exibirem certa quantidade de filmes nacionais indo de encontro à livre escolha do empreendedor quanto aos produtos a comercializar perante o gosto do público. Repito, isso é muito importante, no mundo livre o comerciante é apenas um servidor que encontra seu sustento atendendo as necessidades do consumidor que detém o poder de escolha conforme se vê em “Livre Pra Escolher” de Milton Friedman ou em “As Seis Lições” de Mises, e tantos outros defensores do livre mercado.

E justamente atendendo a uma demanda de mercado que não depende de uma lei impositiva do Estado forçando o empreendedor a exibir na TV ou no cinema um conteúdo, mas sim por conta de uma demanda de público, em meio a um latifúndio de entretenimento e cultura de baixa qualidade esquerdista surge um seguimento de filmes com ideais opostos ao establishment cinematográfico. Com vocês, o cinema da chamada “nova direita” em 2017 extraído de um artigo publicado por Marlos Ápyus no dia 04 de setembro no site “Implicante”:

Pautas como maioridade penal, conservadorismo, austeridade, desarmamento, corrupção, patriotismo e o politicamente incorreto foram jogados no centro do debate. (Marlos Ápyus)

 Silenciados

Daniel Moreno já havia causado polêmica ao lançar em 2009 o documentário Reparação, que focava nas vítimas das “vítimas da ditadura”. Em Silenciados, o diretor volta a conversar com famílias que sofreram grandes perdas, mas pelos atos de assassinos que, por serem menores, recebem da justiça brasileira um tratamento mais relaxado. “Sem censura, sem justiça, sem Rouanet“, o resultado pode ser conferido no YouTube mediante pagamento de R$ 4,90. A série possui quatro episódios com uma média de 50 minutos cada. O trailer pode ser conferido abaixo:

O Jardim das Aflições 

O tema de O Jardim das Aflições é o filósofo Olavo de Carvalho. Isso bastou para que o documentário de Josias Teófilo fosse boicotado por cineastas esquerdistas no XXI Cine PE. Mas o tiro saiu pela culatra. A mídia espontânea fez com que o filme fosse o mais disputado no evento, garantindo-lhe a vitória ao final. No IMDB, segue com nota 8,1, o equivalente à de grandes produções internacionais, como O Lobo de Wall Street, La La Land e Gran Torino. O trailer pode ser conferido abaixo:

 Real, o plano por trás da história 

Talvez seja o projeto mais inusitado do ano, pois tentou dar vida a um programa técnico e burocrático. Com o economista Gustavo Franco como protagonista, o filme de Rodrigo Bittencourt baseia-se em “3.000 dias no bunker – Um plano na cabeça e um país na mão” de Guilherme Fiuza para contar a história do Plano Real, o pacote de medidas que, ainda no governo Itamar, sob a tutela de FHC, deu fim a décadas de inflação galopante. A crítica, claro, detestou. Quanto ao público, deu um razoável 6,7 no IMDB. O trailer pode ser conferido abaixo:

 Desarmados 

O projeto de Lion Andreassa e Fÿyrio Hemeh apresenta-se como “o documentário que foi proibido pelos cinemas do Brasil“. Sem qualquer auxílio de Lei Rouanet, foi viabilizado por doações de pessoas físicas. Foca-se no Estatuto do Desarmamento e na relação que tal iniciativa teria com o crescimento da violência no país. Driblando o bloqueio das grandes redes, conseguiu ser distribuído no Now, serviço de streaming da Net. Há previsão também de veiculação pelo YouTube. O trailer pode ser conferido abaixo:

 Polícia Federal: A Lei é Para Todos 

Talvez o maior e mais barulhento lançamento do ano. O filme de Marcelo Antunez conta a história da Lava Jato pela perspectiva da Polícia Federal, dando até nomes aos bois, ainda que alguns personagens reais sejam condensados em um ou outro fictício. Tem por ponto de partida os primeiros passos da operação, e deve se concluir no início de 2016. Desde já, promete ser uma trilogia, mas reconhece que pode se esticar ainda mais, a depender do rumo da investigação. Também se recusou a fazer uso da Lei Rouanet, mas vem causando polêmica ao esconder os nomes dos financiadores – que alegam querer se preservar dos ataques políticos que a iniciativa naturalmente geraria. O trailer é promissor:

Brasil – A Última Cruzada 

Sabendo que o brasileiro vem sentindo cada vez mais vergonha do próprio país, o Brasil Paralelo resolveu tomar uma atitude. E preparou a série documental Brasil – A Última Cruzada. O objetivo é discutir o patriotismo e tentar resgatar boa parte da história nacional que foi deliberadamente perdida por historiadores cheios de segundas intenções. A partir de 18 de setembro, os cinco episódios começarão a ser liberados no site do próprio projeto mediante uma inscrição simples (nome e email). Você já pode reservar se cadastrar clicando aqui. Abaixo, segue o trailer:

 Como se Tornar o Pior Aluno da Escola 

Danilo Gentili é hoje o “reaça” mais bem sucedido no Brasil. Diariamente na TV, tinha se acostumado a bater a audiência de ninguém menos do que Jô Soares, o apresentador que era tido aqui como dono de um formato de “talk show” bem difundido nos EUA. O diretor Fabrício Bittar converteu em filme o livro lançado pelo comediante ainda em 2009. Um dos grandes trunfos na película é trazer Carlos Villagrán – o personagem Quico do seriado Chaves – como antagonista. Chutando o politicamente correto para escanteio, o enredo mostra como um estudante pode aprontar para, como o título diz, se tornar o pior aluno da escola. Mas, independente das polêmicas, o autor garante que quer apenas inaugurar um gênero no Brasil, o da “comédia engraçada”. O trailer pode ser conferido abaixo:

*as resenhas em vermelho foram extraídas do seguinte artigo: http://www.implicante.org/marlosapyus/cinema/com-7-obras-polemicas-em-2017-direita-tem-ocupado-o-cinema-nacional/?utm_content=buffera8e79&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

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Clayton de Souza

Sou apoiador da Direita Sergipana na cidade de Tobias BarretoSE, tenho vários artigos postados no blog da Direita Sergipana, 04 livros publicados e sou responsável pela página Liberal/Conservadora “Atlante Online”.

2 comentários em “2017: o ano da direita no cinema nacional

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