Eu, um pobre de direita

 

Veja como o espírito empreendedor individualista do mercado traz benefícios à sociedade enquanto o coletivismo e o estatismo faz justamente o oposto. Moradores da minha cidade que não tinham veículos próprios para poder se deslocar aos novos bairros distantes do centro urbano até poucos dias tinham que pagar R$5,00 por corrida a um mototáxi ou R$12,00 a um taxista (ambas as categorias sindicalizadas por exigência estatal) para se dirigir aos novos bairros mais afastados. Contudo, alguém com um espírito empreendedor e movido pelo seu interesse particular (financeiro e não altruísta)* colocou 03 linhas de van ao preço de R$2,00 circulando dos bairros mais afastados ao centro. De imediato, alguns mototaxistas já baixaram o preço de suas corridas para R$2,00 para o mesmo trajeto das linhas da van. E enquanto a disputa de mercado favorece o consumidor, em especial as classes mais carentes que não podem ter o luxo de possuir seu próprio veículo de locomoção, em um outro eixo, o poder estatal aqui na minha cidade resolveu a partir do dia 10/07 proibir o comércio de água independente (aquele que não paga imposto) extraído de fontes minerais da região (de alta qualidade por sinal) tentando forçar a população mais carente a pagar R$6,00 por um garrafão de água mineral produzido por grandes empresas e tributado pelo estado (os independentes comercializam por R$2,00 em média justamente por não ter despesas com tributos e “direitos trabalhistas” já que trabalham na informalidade).

A população da minha cidade opta por água mineral pois a água fornecida pela empresa estatal é imprópria para o consumo humano (ingestão via oral), servindo somente para lavar roupas, piso, louça e tomar banho. O que se percebe é um lobby das grandes empresas de água engarrafada que juntamente aos políticos financiados por elas em campanha, além é claro do interesse da própria estatal com seus burocratas tentando forçar o empreendedor independente a pagar tributos ou sair do mercado já que sua eficiência em atender os anseios da população mais carente oferecendo água de melhor qualidade a um preço mais acessível que o ofertado pelo estado e o ofertado pelo setor privado tributado pelo poder público. É claro que as grandes empresas do setor privado de água mineral poderiam competir com os comerciantes independentes em um ambiente mais saudável do ponto de vista econômico, bastaria que o estado removesse os tributos que cobra dos grandes. Mas ao invés disso a proposta do poder público é justamente o inverso. O estado quer cobrar tributos através da “regulamentação” dos pequenos comerciantes de água mineral para que possam comercializar água sem o risco de ser presos, sim isso mesmo, a polícia foi notificada para abordar e prender qualquer um que tente comercializar água mineral a partir do dia 10/07 sem autorização do estado.

Hoje, estranhamente houve uma passeata do povo pelo direito de consumir água privada ao preço que o livre mercado lhe oferta contra a imposição estatal de oferecer água de baixa qualidade ou água tributada a um preço que a população mais carente não pode pagar. Digo estranhamente porque as mesmas pessoas que foram hoje às ruas, ou que demonstraram apoio mesmo sem ir, são as mesmas que há tempos se opõem a privatização da estatal responsável pela água na cidade dizendo que é um “direito nosso tê-la como estatal”, ou que “água é uma riqueza que não pode estar nas mãos do setor privado malvadão”. Mas a grande verdade é que uns estão de olho no cabide de empregos que é essa estatal falida, e outros por ignorância filosófica e econômica acreditam no estado paternalista e altruísta provedor do “bem-estar social”. E que em apenas dois exemplos como o da água e do transporte municipal contribui para dificultar a vida do cidadão, em especial os menos favorecidos economicamente.

Pra se ter uma ideia, eu moro apenas com minha esposa, trabalhamos o dia inteiro, ela fora e eu em casa, nosso consumo semanal desse tipo de garrafão é de 01 por semana, ou seja, gastamos R$8,00 por mês (sendo R$2,00 a unidade). O garrafão tributado pelo estado custa R$6,00 em média, ou seja passaríamos a pagar R$24,00 por mês de água apenas para beber sendo nós dois. Uma família de 05 pessoas consumiria tranquilamente o dobro disso, a não ser que queira arriscar sua saúde bebendo de uma água fornecida pela empresa estatal que desafia suas propriedades químicas, tendo cheiro, cor e sabor.

E no que diz respeito à locomoção, outro dia minha esposa e eu fomos à casa de um amigo que mora em um dos bairros novos da cidade, como não temos veículo próprio, pegamos dois mototáxis ao preço de R$5,00 para cada, gastamos R$10,00 só pra ir (na volta pegamos carona com uns amigos), se tivéssemos ido de táxi teria nos custado R$12,00 somente a ida. Hoje com esse serviço de transporte privado não sindicalizado (como os táxis e mototáxis são) poderemos fazer o mesmo trajeto de ida pagando apenas R$4,00 os dois. É por essas e outras que eu digo com orgulho: sim, eu sou um pobre de direita. Minha luta é pelo direito à livre iniciativa que beneficia pessoas como eu, que vivem sendo lesadas pelo estado e pelo coletivismo, a exemplo dos sindicatos.

Se ao ler esse pequeno texto, você foi capaz de compreender que o estado e o coletivismo altruísta* não é a solução e sim a raiz de todos os problemas, digo todos, sem exceção. Saiba que você é de direita e não sabe, você é liberal, conservador ou até libertário a depender do grau de indignação que você tem com esses problemas. E é para abrir os olhos e despertar em você seus ideais que gente como eu escreve.

A questão não é quem vai me deixar fazer, mas quem vai me parar.”

Ayn Rand

*Não custa lembrar que esse texto é um chamariz para a luta em favor da REDUÇÃO e não ABOLIÇÃO do estado. Assista ao meu vídeo sobre o livro: A Virtude do Egoísmo de Ayn Rand para entender melhor os pontos marcados com asterisco no texto acima:

 

 

Clayton de Souza

Sou apoiador da Direita Sergipana na cidade de Tobias BarretoSE, tenho vários artigos postados no blog da Direita Sergipana, 04 livros publicados e sou responsável pela página Liberal/Conservadora “Atlante Online”.

2 comentários em “Eu, um pobre de direita

  • 6 06-03:00 julho 06-03:00 2017 em 07:40
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    Excelente!. Fico feliz verificando que as ideias de Ayn Rand continuam vivas. O ser humano precisa delas.

  • 8 08-03:00 julho 08-03:00 2017 em 22:46
    Permalink

    Em breve a prefeitura vai querer também tributar as vans.
    É lamentável ver que os governos, que deveriam apenas garantir nossa liberdade e segurança, só atrapalham nossas vidas.

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