Um freio para 2018

Apesar de estarmos ainda no início de 2017, as pessoas têm comentado muito sobre o cenário presidencial de 2018, o que acho um devaneio já que deveríamos nos preocupar mais com a política vigente, não podemos ignorar que há um governo no poder e devemos fiscalizá-los nos tropeços e observarmos nos seus possíveis acertos (sim há acertos, raros, mas há).

Mesmo em vista dessa ejaculação precoce dos eleitores tanto de esquerda como de direita no país, resolvi fazer uma análise sobre os cotados a ocupar o planalto nas eleições de 2018. Antes de mais nada quero de cara descartar nomes que aparecem aí em pesquisas como Joaquim Barbosa, Roberto Justus, Sérgio Moro e João Doria Jr (até o Tiririca!!!), pois todos os citados já declararam publicamente que não serão candidatos para 2018, mesmo tendo vislumbrado isso por um breve período como foi o caso do ex-presidente do STF e do apresentador do Aprendiz, Roberto Justus. Moro nem é preciso dizer que ele jamais cogitou ser um presidenciável. E no caso do Doria, essa semana mesmo, num vídeo ao vivo no Facebook com o cantor Lobão ele deixou bem claro que pretende terminar o mandato como prefeito em SP (sem reeleição). Falarei do Doria mais à frente.

Então quem serão os possíveis candidatos para 2018? Bem, vamos começar pelos insignificantes: PCB, PSTU, PCO e PSOL. A extrema esquerda repetirá os mesmos de sempre, seus porta-vozes que juntos não somam mais do que 2% do eleitorado do país (resultado de 2014):

Luciana Genro (PSOL)- 1,55%

Zé Maria (PSTU) – 0,09%

Mauro Iasi (PCB) – 0,05%;

Rui Costa Pimenta (PCO) – 0,01%.

Na segunda turma dos nanicos temos a direita nutella: PSC; o PSDC com Eyamel – o democrata cristão do PSDC e dono do jingle mais cult da política nacional -, e o PRTB. Na última eleição marcaram respectivamente 0,75% com o Pastor Everaldo, 0,06% com Eymael e 0,61% com o Levy Fidelix provavelmente repetirão seus candidatos e os seus resultados medíocres similares à extrema esquerda, já que no caso do PSC, Jair Bolsonaro provavelmente irá pro PR (o PRB tem interesse nele também, mas acho que será PR mesmo).

Agora vejamos o que realmente interessa.

O PMDB não tem nome pra lançar, isso é fato. Sendo assim, o mais provável é que pleiteie um candidato à vice em uma chapa liderada pelos tucanos. O PSDB que na última eleição lançou uma chapa puro sangue (presidente e vice sendo do mesmo partido) tende a arrumar um grande problema. Aécio Neves, Serra e Alckmin querem pleitear o planalto em 2018. Nenhum dos 03 tem chance real de vitória, a não ser que se repita o cenário de 2014, onde os antipetistas votaram em Aécio, não por amor ao candidato, mas sim como única opção para tirar o PT do poder naquele momento.  No PSDB quem venceria fácil, talvez até no primeiro turno seria o Doria, contudo o mesmo deixou bem claro que não está de olho em 2018.

No DEM, Caiado visa uma candidatura, todavia será que seu partido tem a mesma visão ou pretende repetir o apoio aos tucanos como 2014, mesmo sem ganhar uma vaga pra vice? Resta-nos esperar, como eu disse, é cedo demais e essa análise é apenas pra frear um pouco essa euforia das redes sociais sobre 2018. Então já sabemos que PMDB, DEM e PSDB é uma incerteza e então quem tá mais perto de uma definição? Vamos lá.

Primeiro, falar em Lula é coisa pra fanático de seita apocalíptica: “vai voltar…” – Volta porra nenhuma, esse aí não escapa do xilindró. Esqueçam Lula, ele não passa de um cadáver insepulto. O candidato principal da esquerda em 2018 é Ciro Gomes, sim ele mesmo, o coronel do Ceará. A esquerda está convalescente no Brasil, e na falta de um marxista raiz, vão de socialista Nutella mesmo, os eleitores que odeiam a elite, votarão em massa num candidato da elite nordestina: Ciro Gomes. Pera, mas e a Marina? Esta nada mais é do que a eterna candidata medalha de bronze, ela aparece forte em pesquisa, mas na hora H o resultado é brochante (2010 e 2014 atestam isso). Essa senhora que não consegue assumir uma postura firme nem pra cagar vive distante dos acontecimentos mais intensos da política nacional e tempos em tempos surge como uma figura mítica que não vinga, não fode e nem goza. Marina Silva é como o Cometa Halley, aparece e some de tempos em tempos e cada vez mais se fala menos de sua importância para nossas vidas.

Tá, mas e o Bolsonaro? Vamos lá então, provavelmente (eu disse provável não disse com 100% de afirmação) irá para o PR o mesmo partido de Magno Malta e juntos podem formar a dobradinha mais conservadora do país. Não são liberais, não são. Mas são uma opção viável contra Ciro Gomes. Assim como os anti-petistas votaram em massa no Aécio em 2014 creio que é possível a mesma coisa ocorrendo com Bolsonaro em 2018 contra Ciro em um eventual 2º turno. Aquele time lá da extrema-esquerda votaria em Ciro (PCB, PCO, PSOL, PSTU), juntamente com PT, PC do B, REDE e demais satélites. Os nanicos da direita Nutella votariam no Bolsonaro (PSDC, PRTB), talvez alguns do NOVO, quiçá até PSL (tudo é possível). Mas o 2º turno seria mesmo decidido pelos votos do DEM, PMDB e PSDB. Os peemedebistas tendem a votar em Ciro em troca de cargos, já o DEM e PSDB são partidos em que seus representantes em sua maioria são prostitutas de cargos e anti-Bolsonaro, contudo muito de seus eleitores num eventual 2º turno entre Ciro e Bolsonaro (com Magno Malta de vice) não pensariam duas vezes em votar no capitão da reserva, lembrando que isso é apenas uma prévia, estamos muito longe de 2018, muita coisa pode acontecer, nomes podem surgir e outros cair em desgraça através de escândalos, vejamos o que acontece até o pleito.

Clayton de Souza

Sou apoiador da Direita Sergipana na cidade de Tobias BarretoSE, tenho vários artigos postados no blog da Direita Sergipana, 04 livros publicados e sou responsável pela página Liberal/Conservadora “Atlante Online”.

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